sexta-feira, 7 de novembro de 2025

"Bolsonaro vai para a Papuda e irá provar do próprio veneno", diz Roberto Tardelli

Jurista também falou sobre os riscos que rondam as eleições de 2026 247 – O jurista Roberto Tardelli avaliou que a prisão de Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda é o desfecho mais provável, salvo se houver laudo oficial atestando que o presídio não tem condições de tratar sua saúde. “Ele só não irá para a Papuda se houver um reconhecimento da direção do presídio de que ali ele corre risco de vida por não haver condições para promover qualquer tratamento a ele. Ponto”

 

 Segundo Tardelli, a condição de ex-chefe de Estado impõe protocolos, mas não impede o cumprimento da pena: “O que ele não pode é entrar e ficar juntamente com os presos comuns, porque ele não é um preso comum, ele é um ex-presidente da República, certo?”. Para o advogado, só um parecer da administração penitenciária poderia recomendar domiciliar por motivo de saúde — e “essa declaração até agora não veio”

 

Ele também afirmou que Bolsonaro “foi o que mais pregava condições desumanas de encarceramento” e completou: “Talvez ele não esperasse que ele fosse [...] provar desse próprio veneno horroroso que é o sistema penitenciário brasileiro”.

 

 Ao comparar o caso a decisões que beneficiaram Fernando Collor, Tardelli pontuou que ali “houve uma vasta prova de que ele não teria condições de ficar na prisão comum”, por demanda de “atendimento altamente intensivo e especializado”. No caso de Bolsonaro, reiterou, seria indispensável laudo técnico do sistema penitenciário. 

 

 ‘As milícias são o governo’ e a crítica ao massacre no Rio 

 

Tardelli relacionou segurança pública e política fluminense ao comentar a operação que deixou ao menos 121 mortos no Rio de Janeiro: “Esse fato é uma execução, foi uma decretação do estado de sítio de uma população muito carente”. Ele chamou atenção para a seletividade territorial das ações: “Curiosamente, por que que não há uma operação dessa na Rocinha? [...] Porque a Rocinha fica em São Conrado”. 

 

 O advogado rejeitou a expressão “Estado paralelo”: “Não existe Estado paralelo [...] As milícias são o governo, tá? São o governo”. Contra rotular facções como terrorismo 

Tardelli criticou iniciativas para tipificar facções criminosas como terroristas:“Toda essa manobra tem um objetivo final, que é impedir que as eleições de 2026 se realizem”. Para ele, há diferença estrutural: “Essas facções são business, querem dinheiro. Para eles, quem estiver no poder, pouco importa”.

 

 Ao comentar o cenário institucional, Tardelli defendeu reforço da segurança presidencial e destacou o papel de Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu dobraria a segurança do Lula, porque o Lula é a pedra no caminho”. Ele citou a relação do presidente com líderes estrangeiros, incluindo encontros com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, como parte do tabuleiro geopolítico

"Bolsonaro vai para a Papuda e irá provar do próprio veneno", diz Roberto Tardelli

Jurista também falou sobre os riscos que rondam as eleições de 2026 247 – O jurista Roberto Tardelli avaliou que a prisão de Jair Bolsonaro no Complexo da Papuda é o desfecho mais provável, salvo se houver laudo oficial atestando que o presídio não tem condições de tratar sua saúde. “Ele só não irá para a Papuda se houver um reconhecimento da direção do presídio de que ali ele corre risco de vida por não haver condições para promover qualquer tratamento a ele. Ponto”, disse. Segundo Tardelli, a condição de ex-chefe de Estado impõe protocolos, mas não impede o cumprimento da pena: “O que ele não pode é entrar e ficar juntamente com os presos comuns, porque ele não é um preso comum, ele é um ex-presidente da República, certo?”. Para o advogado, só um parecer da administração penitenciária poderia recomendar domiciliar por motivo de saúde — e “essa declaração até agora não veio”. Ele também afirmou que Bolsonaro “foi o que mais pregava condições desumanas de encarceramento” e completou: “Talvez ele não esperasse que ele fosse [...] provar desse próprio veneno horroroso que é o sistema penitenciário brasileiro”. Ao comparar o caso a decisões que beneficiaram Fernando Collor, Tardelli pontuou que ali “houve uma vasta prova de que ele não teria condições de ficar na prisão comum”, por demanda de “atendimento altamente intensivo e especializado”. No caso de Bolsonaro, reiterou, seria indispensável laudo técnico do sistema penitenciário. ‘As milícias são o governo’ e a crítica ao massacre no Rio Tardelli relacionou segurança pública e política fluminense ao comentar a operação que deixou ao menos 121 mortos no Rio de Janeiro: “Esse fato é uma execução, foi uma decretação do estado de sítio de uma população muito carente”. Ele chamou atenção para a seletividade territorial das ações: “Curiosamente, por que que não há uma operação dessa na Rocinha? [...] Porque a Rocinha fica em São Conrado”. O advogado rejeitou a expressão “Estado paralelo”: “Não existe Estado paralelo [...] As milícias são o governo, tá? São o governo”. Contra rotular facções como terrorismo Tardelli criticou iniciativas para tipificar facções criminosas como terroristas: “Toda essa manobra tem um objetivo final, que é impedir que as eleições de 2026 se realizem”. Para ele, há diferença estrutural: “Essas facções são business, querem dinheiro. Para eles, quem estiver no poder, pouco importa”. Ao comentar o cenário institucional, Tardelli defendeu reforço da segurança presidencial e destacou o papel de Luiz Inácio Lula da Silva: “Eu dobraria a segurança do Lula, porque o Lula é a pedra no caminho”. Ele citou a relação do presidente com líderes estrangeiros, incluindo encontros com Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, como parte do tabuleiro geopolítico

Moraes dá aval a cela ‘de luxo’ na Papuda para Bolsonaro..

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, já teria escolhido o destino de Jair Bolsonaro: uma cela especial na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Segundo informações do Metrópoles, Moraes viu imagens do local e deu o aval para a “acomodação” do ex-presidente — com paredes brancas, ar-condicionado e televisão.

Bolsonaro cumpre atualmente prisão domiciliar, mas aliados acreditam que o STF pode determinar a transferência já na próxima semana, depois de rejeitar os recursos apresentados pela defesa. A cela teria sido adaptada especialmente para recebê-lo, o que alimenta críticas sobre o tratamento diferenciado dado a políticos e poderosos no sistema prisional.

A expectativa é que a estadia do ex-presidente na Papuda seja curta. Até mesmo ministros próximos a Moraes apostam que o STF vai voltar atrás e permitir o retorno à prisão domiciliar, alegando “motivos de saúde” — o mesmo argumento que beneficiou Fernando Collor, em maio, condenado por corrupção.

Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Ele usa tornozeleira eletrônica e é investigado ainda por coação no curso de processo, num inquérito aberto após seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro, tentar pressionar autoridades brasileiras com o apoio do governo dos Estados Unidos.

Com voto de Zanin, STF tem maioria para manter condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão

 

A Primeira Turma do STF formou maioria para negar os recursos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e outros seis condenados por participação na tentativa de golpe de Estado. O julgamento ocorre no plenário virtual e vai até 14 de novembro.

O relator, Alexandre de Moraes, votou pela rejeição dos recursos e foi acompanhado por Flávio Dino e Cristiano Zanin. Falta apenas o voto de Cármen Lúcia.

Os réus apresentaram embargos de declaração, recurso usado para pedir esclarecimentos sobre a decisão. As defesas questionavam pontos como cálculo das penas e suposta falta de provas.

Moraes afirmou que o recurso de Bolsonaro apenas repetiu argumentos já rejeitados e destacou que ficou demonstrado que o ex-presidente atuou como líder de uma organização criminosa com objetivo de manter-se no poder via ruptura institucional.

Em setembro, os ministros concluíram que o grupo formou uma organização criminosa armada que tentou impedir a posse do presidente Lula em 2023.

A defesa ainda pode apresentar um segundo embargo. Só após a rejeição definitiva é que poderá iniciar o cumprimento da pena, definida em 27 anos e 3 meses para Bolsonaro.

Atualmente, Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em outro processo, relacionado à tentativa de influenciar o governo Trump contra o Judiciário brasileiro. No caso da trama golpista, Moraes ainda definirá se a pena será cumprida em casa, em unidade militar ou na sede da PF.

Com informações de O Globo

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Preso após CPMI do INSS, Abraão Lincoln é solto em menos de 24h

 


O presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura, Abraão Lincoln Ferreira da Cruz, foi preso durante sessão da CPMI do INSS, e libertado horas depois. Nem 24 horas atrás das grades.

A prisão foi determinada pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG) após Abraão ser acusado de falso testemunho. A sessão investigava fraudes em entidades que descontam valores direto de benefícios previdenciários.

O sindicalista teria mentido sobre a relação com Gabriel Negreiros, tesoureiro da CBPA e padrinho do neto de Abraão. Deputados mostraram uma foto do batizado e citaram depósitos que somam R$ 5 milhões em contas ligadas a Negreiros.

Mas nada disso parece ter peso. Bastou o pagamento de fiança para o preso da CPMI dormir em casa.

Brasília continua a mesma.

terça-feira, 4 de novembro de 2025

URGENTE: Abraão Lincoln é preso após depor na CPMI do INSS

                                                     fotos rede sociais.

O então presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Abraão Lincoln, está preso no Presídio Central de Porto Alegre após se apresenta no domingo (18) na sede da Polícia Federal do Rio Grande do Sul. O suplente de deputado federal e também presidente da Confederação Nacional dos Pescadores e Aquicultores (CNPA) tinha uma mandado de prisão aberto por participação em um esquema de venda ilegal de permissões para pesca industrial.

A operação Enredados foi deflagrada pela PF, com o apoio do Insituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) em 12 cidades brasileiras na última quinta-feira (15). A ação cumpriu 19 mandados de prisão preventiva, 61 de busca e apreensão e 26 de condução coercitiva, e envolveu mais de 400 pessoas.

Segundo a PF/RS, a operação Enredados teve o objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava junto ao Ibama e ao Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA). A investigação identificou casos ilícitos, desde a pesca ilegal, passando por fraudes em documentação para inserir no mercado o pescado sem origem, até a identificação de organização criminosa com ramificações no Ministério da Pesca e no Ibama, causando prejuízos ambientais.

Ao longo da investigação, mais de 240 toneladas de pescado capturado de forma ilegal foram apreendidas em abordagens da PF em diversos pontos da costa brasileira.

Após a deflagração, a executiva nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB) emitiu nota anunciando o afastamento Abraão Lincoln do cargo de presidente da Comissão Provisória do partido no Rio Grande do Norte. “Diante das graves acusações, o PRB não poderia ter tomado outra atitude que não fosse a de optar pelo afastamento imediato do referido filiado”, informou.

quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Prefeitura de Jacaraú afasta secretários presos pela morte do vereador Peron Filho

Administração também ressaltou seu compromisso com a transparência e a responsabilidade sobre o caso


POSTAGEM EM DESTAQUE

O ex-prefeito de Natal Álvaro Dias será o candidato do campo da direita ao Governo do Rio Grande do Norte.

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